O que fica guardado sobre você
Seu nome, o seu CPF, o cargo, o setor, a data de admissão e a sua
escala de trabalho. E o horário de cada batida de ponto, com a data,
a hora e um número de registro.
O que NÃO fica guardado
Não tem foto sua e não tem vídeo. Não tem digital. Não tem localização.
E se você entregar um atestado, fica registrado apenas a palavra
“atestado” e o período, nunca a doença nem o CID.
Se você usa o reconhecimento facial
Só vale para quem aceitou o termo de consentimento. O sistema guarda
uma sequência de números calculada a partir do seu rosto, e não a sua
foto: a partir desses números não é possível remontar o seu rosto. A
câmera desta tela só lê um rosto bem de perto, dentro do contorno, e
não grava nada.
É opcional. Quem não aceitou bate o ponto pelo código, sem prejuízo
nenhum. E quem aceitou pode desistir quando quiser: o rosto é apagado
no mesmo dia.
Por que o hotel guarda
Porque a lei manda. A CLT obriga o controle da jornada, e a Portaria
671/2021 do Ministério do Trabalho diz como esse registro tem que ser
feito. Não é escolha da empresa, e por isso não depende do seu
consentimento. É o que a LGPD chama de cumprimento de obrigação legal.
O reconhecimento facial é a exceção: ele depende do seu consentimento,
e por isso é opcional.
Por quanto tempo
Enquanto durar o seu contrato e por mais alguns anos depois dele, que
é o prazo em que um direito trabalhista ainda pode ser cobrado na
Justiça.
Quem pode ver
Só a administração do hotel, entrando com senha própria. Cada acesso
fica registrado no sistema, com data, hora e nome de quem entrou. A
fiscalização do trabalho também pode pedir, e nesse caso a lei obriga
a entregar.
O que você pode pedir
Ver os seus dados, pedir correção do que estiver errado, saber com
quem foram compartilhados e por quanto tempo ficam guardados. É só
procurar quem responde por isso no hotel.
Nesta mesma tela, logo depois de bater o ponto, você consegue ver os
seus últimos registros. É o seu direito, e não precisa pedir a ninguém.